
↟ NA CALMA PELOS CONFINS TRANSMONTANOS ↟
ALA PLANALTO
3 - 11 MAIO ´26 ~ 1ª edição
13 - 20 SETEMBRO ´26 ~ 2ª edição
NA CALMA,
PELOS CONFINS TRANSMONTANOS
“ O Doiro sublimado. O prodígio de uma paisagem que deixa de o ser à força de se desmedir. Não é um panorama que os olhos contemplam: é um excesso de natureza. I...!
Um poema geológico. A Beleza absoluta.
MIGUEL TORGA, in “Diário XII”
Carbono ZERO 🌱
Esta viagem pretende sensibilizar a exploração de Portugal de forma sustentável. É um convite a quem procura aventura e abraça a arte de viajar devagar e explorar os recantos esquecidos do país com a vontade do corpo, sem criar impacto.
DIAS: 8
ALOJAMENTO: CAMPING
TRILHO: GRAVEL E ASFALTO
DISTÂNCIA: 385KM | 6610 D+
GRUPO: 5 (MIN) - 8 (MAX)
JUNTA-TE: sob consulta... €
BICICLETA
BICICLETA DE GRAVEL OU TODO TERRENO
BOLSAS DE VIAGEM (BIKEPACKING OU TOURING)
CAPACETE
LUZES PARA CIRCULAR À NOITE
GARRAFAS DE ÁGUA
KIT FERRAMENTAS
PEÇAS SOBRESSALENTES BÁSICA (específicas para a tua bicicleta)
BAGAGEM
NAVEGAÇÃO: DISPOSITIVO GPS/MAPA/TELEFONE
DINHEIRO (nem sempre dará para pagar com cartão)
UMA/DUAS MUDAS DE ROUPA
UM CASACO QUENTE
IMPERMEÁVEL / CORTA-VENTO
FATO DE BANHO + TOALHA
ÓCULOS DE SOL
PROTECTOR SOLAR
BLOCO DE NOTAS / MÁQUINA FOTOGRÁFICA
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CAMPING
TENDA (1 tenda por cada 2 pessoas)
SACO DE CAMA (referência: 5ºC)
ESTEIRA OU COLCHÃO INSUFLÁVEL
KIT HIGIENE BIODEGRADÁVEL
FRONTAL (LANTERNA DE CABEÇA)
KIT DE COZINHA: PRATO, CANIVETE, SPORK & CANECA
INCLUI
>> Guia durante todo o trajecto e track GPS
>> Visita à oficina do artesão Célio Pires
>> Visita guiada ao Centro de Apoio de Acolhimento do Burro
>> Visita ao Centro de Apoio ao Caminhante
>> Visita nocturna às gravuras rupestres, Foz Côa
>> Seguro de acidentes pessoais
EXCLUI
>> Transporte até ao local de encontro
>> Alimentação não especificada
>> Atividades não especificadas
>> Extras pessoais
COMO CHEGAR AO PONTO DE ENCONTRO
Transporte próprio até à Vila do Soajo - mapa
QUAL A BICICLETA IDEAL?
O perfil mais adequado são as bicicletas de GRAVEL, pois são mais polivalentes para saltar de asfalto para gravilha, como se fosse manteiga. No entanto, qualquer bicicleta de BTT dá conta do recado. Os modelos de estrada são de. evitar, pois a roda fina poderá ter algumas dificuldades nestes ambientes.
CAMPING
O campo base da nossa viagem situa-se na Branda do Murço, a cerca de 20 minutos de bicicleta da Vila do Soajo.
Está equipada com uma cozinha exterior, duche (mais para o fresquinho do que quente), casas de banho secas e uma floresta de carvalhos que nos servem de abrigo e sombra para as tendas.
DIFICULDADE
Esta viagem não é uma corrida! É uma jornada para se fazer nas calmas, absolver a natureza, sentir a proximidade das pessoas, das aldeias por onde passamos e ter a liberdade de parar para um mergulho de rio. Os dias são longos, com muita luz e quentes.
No entanto, espera-nos um terreno desafiante, com muitas subidas e descidas de asfalto e por vezes a gravilha que tanto gostamos. A média geral é de cerca de 10 km/h.
VIAGEM EM AUTONOMIA
Semi-autonomia pressupõe que cada viajante terá que levar consigo todo o equipamento necessário para todos os dias da viagem. Excluindo naturalmente as refeições principais (pequeno-almoço, almoço e jantar). O equipamento de campismo poderá ser transportado pelo carro de apoio, pois estará no final de cada dia no local de dormida.
PRECISO USAR CAPACETE?
SIM, o uso de capacete é obrigatório nas nossas viagens.
O QUE ACONTECE SE O TEMPO ESTIVER MAU?
Gostamos de pedalar com mau tempo! Como dizia o Bocage, levar com a natureza toda nas trombas! Salvo situações de alerta vermelho ou amarelo, definido pelo IPMA, a Travessia seguirá em frente. Os guias Vadiagem farão briefings diariamente e ajustarão a rota, se necessário. Lembra-te, não existe mau tempo, só mau equipamento!
REFEIÇÕES
Aceita o que o trilho te dá.
As refeições não estão incluídas na viagem, excepto os pequenos-almoços durante a jornada.
Cafés e bebidas alcoólicas estão disponíveis esporadicamente durante a viagem!
DONATIVO
5% do valor da inscrição vai ser doada para uma oAssociação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino (AEPGA), com base na aldeia de Atenor.
DO MUNDO TODO,
ATÉ AO POCINHO
De onde quer que estejas até ao Pocinho é por si só uma viagem dentro da viagem. A linha de comboio do Douro internacional transporta-nos as bicicletas em primeira classe e a paisagem classificada como Património Mundial da UNESCO. Mas bem antes das mais altas instâncias virem pôr os olhos nisto, já o nosso Torga mostrava por palavras o que o mundo ainda não tinha visto. O comboio serpenteia ao longo do rio, com as vinhas em socalcos incrivelmente íngremes, com pequenas aldeias encravadas nas encostas que se erguem de ambos os lados. Em breve chegamos ao Pocinho, a última estação. A partir daqui, estamos entregues à força das pernas e à vontade da alma. Montamos as bicicletas e Ala que é caminho!
Rolamos pela Ecopista do Sabor, que viu o último comboio em 1988. Agora são as bikes que fazem caminho até a Torre de Moncorvo para um pitstop de qualidade com propriedades ecoturísticas. Em dias de calor, damos um mergulho para refrescar, na Albufeira de Vale de Ferreiros. Em breve chegamos a Carviçais, a aldeia onde passamos a noite.
Alojamento: camping
DIA UM
DIA DOIS
NAS TERRAS ALTAS,
ONDE OS LOBOS MORAM
Distância: 44.7 km (5 horas)
Desnível: 1230m D+ | 740m D-
Gravilha: 14.1 km
Pavimentado: 6.6 km
Asfalto: 24.9 km
Começamos bem cedo a atacar com força, as subidas da Serra do Soajo, pela antiga estrada florestal, protegidos pela sombra da floresta de carvalhos, faias e coníferas, chegamos a boa hora para um mergulho e descanso, pois a picada ainda nem vai a meio. Em pleno coração da Serra do Soajo, galgamos acima dos 1200 metros em pleno território de lobos, Cachenas, Garranos e mariolas maiores que gente, para os pastores não perderem o norte.
No cimo da Serra, as vistas são imensas e à velocidade que as pernas nos deixam, alcançamos Castro Laboreiro e umas cervejas frescas de estalo.
Alimentação: pequeno-almoço / jantar
Alojamento: tenda
DIA TRÊS
GALIZA, BONS VENTOS
E BANOS CALIENTES
Distância: 56.5 km (7 horas)
Desnível: 1250m D+ | 1110m D-
Gravilha: 23.1 km
Pavimentado: 2.3 km
Asfalto: 31.7 km
Acordamos ao som das águas selvagens do Varziela para uma das picadas do dia até à fronteira de Espanha. Avé César! Pelos territórios da Galiza, exploramos antigos vestígios romanos e outros que nos transportam ao megalítico. Contornamos um sem número de dolmens, albufeiras, fojos de lobos, florestas de sobreiros e aves de todas as espécies por cima das nossas cabeças. Depois de uma longa subida, reencontramos Portugal até à mítica aldeia de Pitões das Júnias, no alto dos seus 1200 metros, onde o forno do pão, o rebanho, a vezeira e o boi do povo ainda são partilhados pelos aldeãos, uma das mais altas e remotas aldeias de Portugal.
Alimentação: pequeno-almoço / jantar
Alojamento: tenda
DIA QUATRO
DAS CRISTAS DE PITÕES
ÀS TERRAS DE BOURO
Distância: 65.6 km (7 horas)
Desnível: 1710m D+ | 2240m D-
Gravilha: 17.1 km
Pavimentado: 8.94 km
Asfalto: 39.7 km
Entre falésias e picos graníticos, frequentemente cobertos pela floresta de carvalhos - haja-sombra-que-nos-salva-a-vida - rolamos para sul pelos trilhos de pastores e do contrabando de outros tempos, onde as cabras montesas vadiam as escarpas de granito em liberdade. A serpentear o rio Cávado, descemos com o vento na cara até a Cabril e, como o balanço, deixamos rolar até ao repasto do almoço. Com as energias renovadas, abraçamos de peito aberto os altos e baixos desta terra de pastores. Espera-nos duas picadas duras de roer antes da relva verde que nos vai servir de cama, nas margens do ribeiro da Roda. Há tempo para descanso, mergulhos e respirar o ar puro desta terra de lobos.
Alimentação: pequeno-almoço​
Alojamento: tenda
DIA CINCO
DA SERRA AMARELA,
PELO LIMA ACIMA
Distância: 25.7 km (4 horas)
Desnível: 500m D+ | 920m D-
Gravilha: 4.56 km
Pavimentado: 9.24 km
Asfalto: 18.2 km
kayak: 4.72 km
“Um dia pela Serra Amarela, a percorrer vezeiras,
a visitar fojos de lobos e a quebrar a cabeça
no enigma de quinze ou vinte casarotas
perdidas numa chapada”
Miguel Torga, numa visita à Serra Amarela, em 25 de Julho de 1945
O dia acorda rodeado de carvalhos e ao som das águas cristalinas que descem dos 1361 m da Serra Amarela, a menina que vamos subir hoje. De Vilarinho, desfrutamos da inevitável arte do hike a bike, num empinanço que dói das pernas até à alma. Passamos sem pressa por Toutas, Peijoqueira, o Curral de Porto Covo e o Curral do Ramisquedo, onde atacamos a subida final até à Louriça, uma paisagem a roçar o épico. Dali, espera-nos mais de 20km de prazer a descer até às margens do Lima, onde nos espera um repasto à moda do Minho.
À tarde mudamos de elemento. Vamos contrariar a tendência das correntes tranquilas do Lima e subir rio afora, com as bikes atreladas, enquanto pedimos aos braços para dar descanso às pernas. Chegando a Ermelo, largamos o kayak e enchemos o peito para atacar a última subida da viagem. É hora de fechar o loop desta aventura e copos ao alto cheio de cerveja lá dentro! Aauuuuuuuuuuuuuuu
Soajo, agora começa outra festa!
Alimentação: pequeno-almoço​
Alojamento: tipi
DIA SEIS
DAS CRISTAS DE PITÕES
ÀS TERRAS DE BOURO
Distância: 65.6 km (7 horas)
Desnível: 1710m D+ | 2240m D-
Gravilha: 17.1 km
Pavimentado: 8.94 km
Asfalto: 39.7 km
Entre falésias e picos graníticos, frequentemente cobertos pela floresta de carvalhos - haja-sombra-que-nos-salva-a-vida - rolamos para sul pelos trilhos de pastores e do contrabando de outros tempos, onde as cabras montesas vadiam as escarpas de granito em liberdade. A serpentear o rio Cávado, descemos com o vento na cara até a Cabril e, como o balanço, deixamos rolar até ao repasto do almoço. Com as energias renovadas, abraçamos de peito aberto os altos e baixos desta terra de pastores. Espera-nos duas picadas duras de roer antes da relva verde que nos vai servir de cama, nas margens do ribeiro da Roda. Há tempo para descanso, mergulhos e respirar o ar puro desta terra de lobos.
Alimentação: pequeno-almoço​
Alojamento: tenda
DIA SETE
DAS CRISTAS DE PITÕES
ÀS TERRAS DE BOURO
Distância: 65.6 km (7 horas)
Desnível: 1710m D+ | 2240m D-
Gravilha: 17.1 km
Pavimentado: 8.94 km
Asfalto: 39.7 km
Entre falésias e picos graníticos, frequentemente cobertos pela floresta de carvalhos - haja-sombra-que-nos-salva-a-vida - rolamos para sul pelos trilhos de pastores e do contrabando de outros tempos, onde as cabras montesas vadiam as escarpas de granito em liberdade. A serpentear o rio Cávado, descemos com o vento na cara até a Cabril e, como o balanço, deixamos rolar até ao repasto do almoço. Com as energias renovadas, abraçamos de peito aberto os altos e baixos desta terra de pastores. Espera-nos duas picadas duras de roer antes da relva verde que nos vai servir de cama, nas margens do ribeiro da Roda. Há tempo para descanso, mergulhos e respirar o ar puro desta terra de lobos.
Alimentação: pequeno-almoço​
Alojamento: tenda
DIA OITO
DAS CRISTAS DE PITÕES
ÀS TERRAS DE BOURO
Distância: 65.6 km (7 horas)
Desnível: 1710m D+ | 2240m D-
Gravilha: 17.1 km
Pavimentado: 8.94 km
Asfalto: 39.7 km
Entre falésias e picos graníticos, frequentemente cobertos pela floresta de carvalhos - haja-sombra-que-nos-salva-a-vida - rolamos para sul pelos trilhos de pastores e do contrabando de outros tempos, onde as cabras montesas vadiam as escarpas de granito em liberdade. A serpentear o rio Cávado, descemos com o vento na cara até a Cabril e, como o balanço, deixamos rolar até ao repasto do almoço. Com as energias renovadas, abraçamos de peito aberto os altos e baixos desta terra de pastores. Espera-nos duas picadas duras de roer antes da relva verde que nos vai servir de cama, nas margens do ribeiro da Roda. Há tempo para descanso, mergulhos e respirar o ar puro desta terra de lobos.
Alimentação: pequeno-almoço​
Alojamento: tenda

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Ala Planalto é um projecto de turismo regenerativo de interpretação dos meios naturais, culturais e históricos do Planalto Mirandês e Douro Internacional. Em cooperação com a Associação Palombar e a AEPGA, com o objectivo de promover a utilização de meios sem impacto de carbono — como a bicicleta ou a pé — a quem procura aventura e abraçar a arte de viajar devagar e explorar os recantos esquecidos do país com a energia do corpo e a vontade da mente.
O projeto conta com as ilustrações feitas in situ pelo artista viajante Luís Simões | World Sketching Tour, que registrou de forma única a beleza e a diversidade natural desse lugar. E a colaboração técnica na construção de cada etapa, do líder de viagens, Diogo Tavares.
Esta iniciativa está integrada com o Passaporte Natura 2000, proporcionando uma nova forma de conhecer a maior rede de áreas protegidas do mundo – a Rede Natura 2000.
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🌲 Leave no trace | Os 7 princípios
Os 7 Princípios do Leave No Trace oferecem uma estrutura de fácil compreensão para práticas de mínimo impacto para qualquer pessoa que visite áreas naturais. Os Princípios podem ser aplicados em qualquer lugar — desde áreas remotas de natureza selvagem até parques locais e até mesmo no seu quintal.
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Planeia e prepara-te com antecedência.
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Viaja e acampa em locais autorizados e superfícies duráveis.
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Descarta os resíduos corretamente
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Deixa o que encontrar
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Minimiza os impactos das fogueiras
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Respeita a vida selvagem
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Sejas atencioso com os outros.
Para informação mais detalhada: Leave No Trace
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