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NORDESTE BURRIQUEIRO

Nordeste Burriqueiro é uma jornada de 4 dias em semi-autonomia a caminhar ao sabor da paisagem transmontana. É uma descoberta de tradições ancestrais das aldeias até aos vales profundos onde vive a natureza mais selvagem.

Vamos olhar de perto com quem melhor cuida e protege o património natural da terra, como a AEPGA e a Palombar.  

DIAS: 4
DISTÂNCIA: 47 KM / +1429 M
DIFICULDADE: 5/10
TERRENO: PLANALTO, SERRA E RIO
GRUPO: 5 (MIN) - 12 (MAX)
IDADE: + 16 ANOS
JUNTA-TE: 390€

>> NOVAS DATAS:

14 - 18 Maio 2026 (Diogo Tavares)

22 - 26 Maio 2026 (Carlos Carneiro)

25 - 29 Setembro 2026 (Carlos Carneiro)

CAMINHADA NORDESTE TRANSMONTANO

Mochila de trekking 30/50L

Saco Cama (ref: 5ºC conforto)

Colchonete

Botas de trekking

Roupa impermeável (casaco e botas)

Chinelos + Fato de banho + toalha

Bastões de caminhada (opcional)

Frontal ou lanterna

kit higiene biodegradável

Hidratação (1,5 ltr. mínimo)

3 almoços frios

1 Caneca

Reforço alimentar (snacks, frutos secos, etc)

1 Cenoura (para mimar os burros)

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INCLUI

>> 4 dias de caminhada no Planalto Mirandês
>> Guia de trekking durante toda a viagem
>> Guia Burriqueiro AEPGA durante toda a viagem
>> 2 Burros de Miranda durante toda a viagem
>> 3 noites em camaratas
>> 1 noite em abrigo de pastor (curriça)
>> Visita ao Centro Interpretativo dos Pombais Tradicionais
>> 4 pequenos-almoços / 3 jantares
 / 1 almoço (último dia)
>> Seguro de Acidentes Pessoais

EXCLUI

>> Transporte até ao local de encontro
>> Alimentação não especificada
>> Atividades não especificadas
>> Jantar (dia chegada) e almoços
>> Extras pessoais
ALIMENTAÇÃO
Durante o trekking fazemos piqueniques frios ao almoço. Os jantares serão quentes e os pequeno-almoços também. Todas as refeições quentes estão incluídos no programa (excluindo os almoços frios).

DIFICULDADE
Esta viagem está ao alcance de todos os que gostem de caminhar em ambiente de serra durante vários dias. É previsível cerca de 7 horas de caminhada por dia, a um ritmo confortável e sem pressas. Os trilhos não requerem conhecimento técnico mas, a montanha tem um terreno exigente e, por vezes vai pedir alguma resiliência.

ELECTRICIDADE
Nas noites de camaratas, sim. No decorrer dos 4 dias de trekking não há electricidade na segunda noite, na curriça. No entanto há boa cobertura de rede telemóvel em quase todo o percurso. O power bank pode ser uma boa aposta para carregar gadgets.


O QUE É UMA CURRIÇA?
Construção rural coberta para abrigar o gado, afastada da lavoura. 

 
PROGRAMA COMPETO NORDESTE

DIA DE CHEGADA

BEM-VINDOS AO
NORDESTE TRANSMONTANO

O ponto de encontro é na vila de Sendim, situada no Nordeste Transmontano, em pleno Planalto Mirandês, onde ainda se fala o segundo idioma oficial de Portugal - o mirandês.
O Diogo ou o Carlos e a Cláudia vão dar-te as boas vindas, num dos locais de eleição para degustar a posta mirandesa, petiscos regionais regados com um bom vinho. Mediante a hora de chegada, podes aproveitar o tempo para conhecer melhor as tradições da região ou explorar alguns segredos do Parque Natural do Douro Internacional.
dormida: camaratas

DIA UM

DA MATELA À CURRIÇA,
COMO QUEM VAI PARA ALGOSO

13 km | +D 463m | 6 horas

Partindo da Matela, apanhamos pela frente uma densa mancha de oliveiras centenárias, rodeados por matos autóctones e campos agrícolas. Os burros Dom Quixote e o Alfredo acompanham-nos nestas sombras envoltas em verde. Lá em baixo no vale, ouvimos o rio Maçãs, onde corre água limpa e damos de caras com a ponte medieval de arco perfeito do século XIV, construída com o xisto destas fragas. Este é o caminho medieval entre as aldeias da Matela e Algoso, onde se ergue um imponente castelo, uma das mais importantes fortalezas medievais do Leste transmontano, situado situado em fragas alcantiladas que se despenham a pique. Depois de dois dedos de conversa com a gente da terra, regados com uma cerveja bem fresca, escorregamos pelo trilho de terra até à velha curriça que, noutros tempos, era utilizada para guardar o gado ovino ou caprino durante a noite. Hoje somos nós que aceitamos o abrigo, o repasto e o pôr do sol incrível que se põe para lá do castelo, dos montes, de tudo.

dormida: curriça

DIA DOIS

ATÉ UVA,

PELO VALE DO ANGUEIRA

15 km | +D 396m | 7 horas

Zé, Moisés e Xico são os pastores que calcorreiam estas terras à procura do melhor pasto para o gado. Conhecem a terra como a palma das suas mãos e tratam dela com a dedicação de quem não conhece feriados. Não a trocam por nada. No fundo do vale escorregamos, ao ritmo dos burros e da nossa vontade, até às águas do rio Angueira. A fauna ribeirinha e aquática também se mostra com desplante. Num dia com sorte, é bem possível ver umas lontras distraídas e guarda-rios a alimentarem-se nas margens do rio. Do vale, espera-nos a última colina, quatro ou oito ziguezagues e, antes que se faça tarde, vislumbramos um suave amontoado de casas de pedra de xisto miúdo, distintos exemplares de arquitectura popular tradicional e a cereja em cima do bolo: mais de 30 pombais tradicionais. Agora, com os nossos burros a descansar, a mochila longe das costas e um copo de vinho de uvas produzidas localmente nas mãos, o que é que nos espera para o jantar?

dormida: camaratas

DIA TRÊS

NORDESTE,

TERRA FRIA DE BRITANGOS

12 km | +D 320m | 6 horas

A aldeia de Uva está encaixada nas margens da ribeira das Fragas e recheada de matéria viva, história e tradição para descobrir. Os técnicos da Palombar, recebem-nos com um sorriso caloroso, o Sr. José Antão, mestre cuteleiro, mostra-nos com o entusiasmo de uma criança, o ofício que abraçou para a vida. Deixamos Uva, os pombais, as pessoas, abrigo e cama. Os burros seguem em frente, decididos, como se o trilho não trouxesse surpresas. O trilho serpenteia os campos agrícolas, lameiros e campos de trigo que o Dom Quixote nunca deixa escapar. Neste território é comum vislumbrar muita vida selvagem nos céus, como os imponentes grifos, os britangos ou as águias de Bonelli. Com o sol a descer no horizonte, chegamos a Teixeira, onde Damila, a força da natureza, nos prepara o jantar com uma alegria contagiante. Cervejas ao alto, brindamos aos burros, a todos nós e ao dia incrível que já passou.

dormida: camaratas

DIA QUATRO

OS BURROS

REGRESSAM A CASA

7 km | +D 113m | 3 horas

O dia acorda com os sons de deleite dos burros a saborear um pitéu de aveia fresca. O pequeno-almoço do Alfredo e do Dom Quixote ainda vai a meio, enquanto o nosso ainda nem começou. Cheira a bom queijo de cabra fresco e o café já apita ao lume. A viagem está a mostrar os últimos quilómetros de terra batida até uma colina de bonitos sobreiros. Atenor é a aldeia que abriga os nossos companheiros e onde está sediada a AEPGA - Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino. A missão da associação é preservar, promover e dignificar o Burro de Miranda. Depois de um sentido “Até breve” aos nossos bravos burros, afogamos a melancolia com bom tinto e posta gulosa à moda Mirandesa. Foram 4 dias a vadiar devagar. A absorver o dia-a-dia de um burriqueiro, a respirar fundo os cheiros do Planalto Mirandês. Como o povo diz por estas bandas, o ar mais fresco e puro que a Europa pode dar.

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