PRÓXIMAS DATAS

BREVEMENTE

DA GARDUNHA AO AÇOR

É uma ciclo-aventura de 4 dias pelos trilhos acidentados das terras altas da Beira Baixa, à descoberta dos recantos menos óbvios do Xisto.
Uma jornada a pedalar sem pressa por caminhos de alcatrão velho e terra batida, mergulhado na tranquilidade dos vales aos desafiantes cumes da Serra da Gardunha e Açor.

DIAS: 4
DISTÂNCIA: 132 KM / +4162 M
DIFICULDADE: 7/10
TERRENO: PLANALTO, SERRA E RIO
PICO + ALTO: 1209 M
GRUPO: 5 (MIN) - 8 (MAX) 
JUNTA-TE: 290€

RESERVA AGORA

BIKEPACKING NA BEIRA BAIXA

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DIA ZERO

~
OS SEGREDOS NO SOPÉ DA GARDUNHA

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DIA
UM

~
DAS CRISTAS
DA GARDUNHA
AO VALE DO ZÊZERE


33 km • 1120 m
40% asfalto • 60% cascalho

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DIA
DOIS

~

DAS TERRAS MINEIRAS
À URZE DOS CUMES DO AÇOR

37.5 km • 1373 m
85% asfalto • 15% cascalho
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DIA TRÊS

~

DOS CUMES

DO AÇOR
AO VALE DA MARGARAÇA

31 km • 950m
40% asfalto • 60% cascalho
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DIA QUATRO

~

DAS PORTAS

DO AÇOR
ÀS MARGENS

DO RIO DÃO

40 km • 886 m
65% asfalto • 35% cascalho

Bicicleta aventura (off-road, bicicleta gravel, bicicleta MTB)

Capacete

Alforges ou bikepacking kit (mínimo 20 ltr.)

Roupa impermeável (última camada)

Roupa térmica (luvas, gorro, buff)

Fato de banho + toalha + chinelos

Frontal + iluminação para a bicicleta

Kit reparação: (2 camaras de ar + remendos)

Kit higiene biodegradável

Comida: a contar com os almoços, snacks e/ou frutos secos

Boião de água (mínimo 1 litro)

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INCLUI

>> 4 dias de bicicleta na Beira Baixa
>> Guia durante toda a viagem
>> 4 noites em hospedaria local
>> 4 pequenos-almoços
>> 1 almoço
>> 1 jantar
>> Seguro de Acidentes Pessoais

EXCLUI

>> Transporte até ao local de encontro
>> Transporte até ao local de encontro
>> Alimentação não especificada
>> Actividades não especificadas
>> Extras pessoais

O desafio a que hoje me proponho é grande. Tenho zero experiência em cicloturismo e aventurar-me logo na montanha, entre as Serras da Gardunha e Açor parece loucura mas acredito que no dia em que deixar de me expor a estas provas de superação terei perdido parte da minha essência por isso vamos à descoberta. E este parece-me de facto o local ideal para dar início à jornada!                                      
                                                                           Carina
 S.

ALIMENTAÇÃO
Durante o trekking fazemos piqueniques frios ao almoço. Os jantares serão quentes e os pequeno-almoços também. Todas as refeições durante o trekking estão incluídos no programa.

DIFICULDADE
Esta viagem está ao alcance de todos os que gostem de caminhar em ambiente de serra durante vários dias. É previsível cerca de 7 horas de caminhada por dia, a um ritmo confortável e sem pressas. Os trilhos não requerem conhecimento técnico mas, a montanha tem um terreno exigente e, por vezes vai pedir alguma resiliência.

ELECTRICIDADE
Nas noites de camaratas, sim. No decorrer dos 4 dias de trekking não há electricidade, no entanto há boa cobertura de rede telemóvel em quase todo o percurso. O power bank pode ser uma boa aposta para carregar gadgets.


O QUE É UMA CURRIÇA?
Construção rural coberta para abrigar o gado, afastada da lavoura. 

 

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DIA ZERO

OS SEGREDOS
NO SOPÉ DA GARDUNHA

Chegada ao apeadeiro de Castelo Novo, serás acompanhado até a um refúgio mágico. Vai ser a tua base para essa noite, onde poderás aproveitar a calma do campo para as últimas afinações na bicicleta. És convidado a absorver a tranquilidade rural numa comunidade local que desde 2006 é um palco de partilha da inúmeras noções de lidar com os recursos, conhecimento e ralação permanente com a natureza.
jantar: vegetariano com produtos locais
dormida: Tipi camp

DIA UM

DAS CRISTAS DA GARDUNHA
AO VALE DO ZÊZERE

33 km • 1120 m
40% asfalto • 60% cascalho

De manhã cedo, Castelo Novo, deixa-nos mergulhar no coração da Serra da Gardunha. O esforço da subida é recompensado pela atmosfera única do maciço montanhoso. Segue-se um serpenteado de terreno premium com cabelos ao vento em direcção ao espelho de água da Albufeira de Santa Luzia. Em dias bons alcançamos com o olhar, a Serra da Estrela, o Açor, Monsanto, Malcata, Lousã e, claro, a Gardunha, para onde vamos. É por aqui que deixamos o granito e abraçamos o xisto até à Paisagem Protegida Regional da Serra da Gardunha. É nesse cenário mágico e surreal que em menos de nada, descobrimos o Zêzere e a da aldeia mineira do Cabeço do Pião.

jantar: gastronomia regional

dormida: hospedaria local

DIA DOIS

DAS TERRAS MINEIRAS
À URZE DOS CUMES DO AÇOR

37.5 km • 1373 m
85% asfalto • 15% cascalho

Despedimo-nos do vale do Zêzere, para Este, o que nos coloca na Rota do Volfrâmio e do Estanho, surpreendidos pela dimensão do território que desde 1886 está a ser transformado pela mão do homem. Depois de São Jorge da Beira, aceitamos o desafio da subida pelo pinhal engravilhado, que nos leva até Malhada do Rei para uma pausa retemperadora acompanhada com uma bebida fresca. Daqui, espera-nos o prémio montanha. A última tirada até ao colo da Pampilhosa oferece-nos uma vista incrível para a Barragem de Santa Luzia até onde o olhar nos deixar levar pela Beira adentro. O vento pelas costas dá-nos a direcção, contornado a crista de quartzito dos Penedos do Fajão. Nome da vila antiga, de contos ancestrais, boa comida e uma das mais notáveis representantes do xisto.

jantar: gastronomia regional

dormida: hospedaria local

DIA TRÊS

DOS CUMES DO AÇOR
AO VALE DA MARGARAÇA

31 km • 950m
40% asfalto • 60% cascalho

O dia começa a serpentear o vale do rio Ceira pela fresquinha. As casas de xisto misturam-se com o verde dos campos, fartos em cultivo de subsistência das comunidades locais. Continuamos a subir até ao Cabeço do Monte Redondo para respirar o Açor em plenitude. Lá no alto, rolamos as curvas de gravilha do clássico Rally de Portugal. Agora é sempre a descer! Com os cabelos ao vento e as pernas em repouso, imergimos num exemplo vivo da resiliência da floresta nativa, a Mata da Margaraça e a sua biodiversidade única no país.

jantar: vegetariano com produtos locais

dormida: hospedaria local

DIA QUATRO

DAS PORTAS DO AÇOR
ÀS MARGENS DO RIO DÃO

40 km • 886 m
65% asfalto • 35% cascalho

Acordamos cedo no coração da Paisagem Protegida da Serra do Açor, ao som de uma cascata imponente, encaixada num vale de verde profundo. Natureza em bruto. Hoje o dia vai ser tranquilo, sem oscilações no terreno. Depois da aldeia branca da Benfeita, seguimos o leito da ribeira da Mata pelo vale forrado a choupos até desaguar no Alva, na vila de Côja. Os últimos kms da nossa viagem são partilhados por uma paisagem dominada por florestas de pinheiro, eucaliptos, vinhas e olivais, que intercalam com pequenas aldeias até chegar ao Mondego. O rio Dão é o sinal que nos conta o fim desta jornada, até chegar o comboio para nossa casa.